A Insatisfação da Vida e o Seu Remédio

Posted: 21/08/2011 in Sem categoria

Unir-se a Cristo e permanecer em Cristo – o que isso nos assegura? Paz, perfeita paz; descanso, repouso constante; respostas a todas as nossas orações; vitória sobre todos os nossos inimigos; uma vida pura e santa; e a capacidade cada vez maior de dar frutos.Tudo isso é o resultado maravilhoso de permanecer em Cristo…
Mesmo assim, muita gente do povo de Deus não conhece o repouso nem a alegria de permanecer em Cristo; não sabe como obtê-lo nem por que ainda não o possui. Não são poucos os que se lembram das delícias dos primeiros dias, mas que, longe de prosseguirem para descobrir herança ainda maior em Cristo, estão perfeitamente conscientes de que perderam o seu primeiro amor. Tudo que lhes ficou foi um lamento queixoso: “Onde está aquela bem-aventurança que senti quando encontrei o Senhor pela primeira vez?”
Há outros que, mesmo não tendo perdido o primeiro amor, sentem que as interrupções ocasionais à sua comunhão com o Senhor estão se tornando mais e mais insuportáveis, à medida que o mundo se lhes torna menos importante e a presença de Jesus mais indispensável. A ausência dele é causa de uma angústia que cresce mais a cada dia.
“Ah! se eu soubesse onde o poderia achar!” (Jó 23.3). “Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho” (Ct 1.2). Você diz: “Quisera que o seu amor fosse constante e forte como o meu, e que ele nunca retirasse de diante de mim o brilho de sua face!”
Pobre equivocado! Existe um amor muito mais forte do que o seu esperando-o, um amor que anseia por satisfazer-se. O Noivo é que está esperando por você; os empecilhos à sua aproximação são todos do seu lado. É só tomar o seu devido lugar, e você verá como ele terá prazer, como está ansioso por satisfazer seus desejos mais profundos e suprir todas as suas necessidades!
Que diríamos de uma noiva cuja vaidade e teimosia impedissem não só a realização de sua própria felicidade, mas também a daquele que lhe entregara seu coração?
Embora nunca esteja tranqüila em sua ausência, ela não consegue confiar plenamente nele; tampouco tem coragem de abrir mão de seu próprio nome, seus próprios direitos e propriedades, sua própria vontade – mesmo em favor da pessoa que reconhece ser indispensável para sua felicidade. Ela gostaria muito de receber todo o seu amor e devoção, mas não consegue entregar-se inteiramente a ele; um, porém, é impossível sem o outro.
Enquanto ela retiver seu próprio nome, jamais terá direito ao nome dele. Ela não poderá prometer amá-lo e honrá-lo sem, ao mesmo tempo, prometer obedecer-lhe. E, enquanto seu amor não chegar a esse ponto de total entrega e rendição, o seu amor será sempre um amor insatisfeito; jamais conseguirá achar descanso junto ao seu noivo como uma noiva satisfeita. Enquanto conservar sua vontade própria e o controle de suas próprias coisas, terá de contentar-se em viver de seus próprios recursos. Não terá direito aos recursos dele.
Poderia haver uma prova mais lamentável da extensão e da dura realidade da queda da humanidade do que essa profunda e arraigada desconfiança em relação ao nosso amado Mestre e Senhor? É essa desconfiança que nos faz hesitar na hora de nos entregarmos completamente a ele, que nos faz temer que ele nos peça algo além de nossas forças ou exija de nós algo muito difícil de dar ou fazer. A verdadeira razão de uma vida insatisfeita pode, muitas vezes, ser encontrada na falta de render-se a Deus.
Entretanto, como tudo isso é tolice e, ao mesmo tempo, um grande erro! Será que nos imaginamos mais sábios do que ele ou que nosso amor por nós mesmos é mais carinhoso e forte que o dele? Ou achamos que nos conhecemos melhor do que ele nos conhece? Como essa nossa desconfiança deve magoar e ferir novamente seu terno coração, ele que se tornou, por nossa causa, um homem de dores (Is 53.3)!
Quais seriam os sentimentos de um noivo terreno, se descobrisse que sua noiva amada temia desposá-lo, com grandes receios de que usasse seu poder sobre ela para tornar sua vida insuportável? No entanto, não é exatamente assim que muitos remidos do Senhor o tratam! Não é de admirar que nunca estejam felizes ou satisfeitos!
Mas o verdadeiro amor não fica estacionado; forçosamente, declinará ou crescerá. Apesar de todos os injustificados receios de nossos pobres corações, o amor divino é destinado à vitória. A amada exclama: “Suave é o aroma dos teus ungüentos, como ungüento derramado é o teu nome; por isso as donzelas te amam” (Ct 1.3).
Não existia nenhum óleo como aquele com o qual o Sumo Sacerdote era ungido; e o nosso Noivo é um Sacerdote além de ser Rei. A tímida noiva não consegue desfazer-se totalmente de seus temores; apesar disso, a inquietação e a ansiedade tornaram-se insuportáveis, e ela decide render-se completamente e segui-lo, venha o que vier.
Ela lhe entregará o seu próprio ser, a mão e o coração, tudo que é e tudo o que possui. Nada pode ser mais insuportável que sua ausência! Se ele a levasse a outro monte Moriá (Gn 22.1-2) ou mesmo a um Calvário, ela o seguiria. “Leva-me tu, correremos após ti” (Ct 1.4).
Mas oh! o que vem depois? Oh, que maravilhosa surpresa! Não é o Moriá, nem o Calvário; pelo contrário, é o próprio Rei! Quando o coração se entrega, Jesus reina. E quando Jesus reina, há descanso. E para onde levará ele sua noiva? “O Rei me introduziu nas suas recâmaras” (Ct 1.4). Não foi primeiro para a sala do banquete – isso virá na hora certa (Ct 2.4) – mas antes para ficar a sós com ele mesmo.
Que perfeição! Algum noivo ficaria satisfeito em encontrar sua amada somente em um lugar público? Não, ele há de querer ficar a sós com sua noiva – ter a atenção dela todinha só para si mesmo. E assim ocorre com nosso Mestre: ele toma pela mão aquela que agora é sua esposa, totalmente rendida, e a leva à parte para fruir as sagradas intimidades de seu maravilhoso amor.
O Noivo da Igreja está ansioso para entrar em comunhão com seu povo, muito mais do que este deseja estar com ele, e às vezes chega a clamar: “Mostra-me o teu rosto, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e o teu rosto amável” (Ct 2.14).
Não é verdade que estamos mais ansiosos em vê-lo por nossas necessidades do que para dar a ele alegria e prazer? Mas não deveria ser assim. Nós não aprovamos crianças que só estão interessadas no que podem obter dos pais, e nunca pensam no prazer ou na ajuda que lhes podem proporcionar. Igualmente, não estamos nos esquecendo que agradar a Deus é dar-lhe prazer?
Talvez as palavras “agradar a Deus”, para nós, significavam apenas não pecar contra ele, nem entristecê-lo; mas o amor dos pais terrenos ficaria satisfeito com a mera ausência da desobediência? Ou um noivo ficaria feliz se sua noiva só o procurasse para resolver suas próprias necessidades?
Será oportuno, agora, dar uma palavra sobre as primeiras horas da manhã. Não há tempo mais bem aproveitado do que as primeiras horas do dia, quando as dedicamos somente a Jesus. Estamos dando a devida atenção a esse tempo? Se for possível, resgate esse tempo, pois é insubstituível. É preciso tirar tempo para andarmos com Deus!
Uma outra sugestão: quando levamos nossas questões a Deus, é comum passar rapidamente de um pedido a outro, ou sair do nosso tempo de oração, sem esperar uma resposta. Essa atitude não revela nossa pouca esperança, ou nosso pouco desejo de obter uma resposta? Será que gostaríamos que nos tratassem assim? Esperar, em silêncio, diante de Deus, evitaria muitos enganos e muitas tristezas.
Vemos, então, como a noiva fez uma maravilhosa descoberta, como o primeiro fruto de sua entrega de si mesma: o Rei – seu Rei – e não uma cruz, como ela esperava. “Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; não é sem razão que te amam” (Ct 1.4).
Extraído de “Union and Communion”

Vida Devocional

Posted: 21/08/2011 in Diversos

Entendamos, por “vida devocional”, o tempo que intencionalmente separamos para ler e estudar as Escrituras ou meditar nelas; uma resposta ao chamado pessoal para a oração. Significa dedicar tempo para crescer na amizade íntima e pessoal com Deus que tem início quando compreendemos que conhecê-lo e ser conhecido por ele é nossa prioridade absoluta.

Conhecer Deus envolve tanto a qualidade de nossa vida devocional quanto de nossa vida comunitária. Ambas são igualmente importantes e interdependentes. Uma não substitui a outra, e não prescinde da outra, mas se enriquecem mutuamente. A devoção pessoal resulta em encontro e comunhão na igreja, e a vida comunitária desperta o desejo de criar um espaço interior e pessoal diante de Deus.

Dom ou Disciplina?

Devoção é dom e graça, porque não há nada que possamos fazer para que Deus se relacione conosco. É unicamente fruto de seu amor que o leva a buscar o homem (1 Jo 4.19). Por outro lado, é disciplina, porque requer de nós disponibilidade para o encontro, prática exterior que o possibilite e prontidão para o aprendizado.

A graça é essencialmente “vida” que cresce e se movimenta, dando à alma capacidade de reagir dinamicamente aos dons de Deus, de mover-se em direção a ele, de amá-lo e conhecê-lo. É uma “potência” que opera na natureza humana, conquistando as zonas mais interiores do homem, dominando as tendências egoístas até que pertençamos a Deus por inteiro. Se essa graça, que é “potência viva”, deixar de mover-se e expandir-se, tomaremos o caminho inverso da atrofia e da morte.

Se nos relacionamos pouco com o Senhor, se oramos, lemos e meditamos pouco, nosso interior torna-se endurecido, e a alma, ressequida como terra sem chuva. Por isso, muitos de nós, mesmo tendo nascido de novo e recebido o Espírito Santo, permanecem estagnados na caminhada rumo à vida mais excelente, com um vago sentimento de insatisfação, um desejo indefinido por “coisas espirituais” e um estado de resignação e nostalgia que nos impede de andar mais rápida e prontamente no caminho do Espírito.

Contrário a isso, quanto mais nos aproximamos de Deus, mais queremos nos aproximar. Quanto mais oramos, mais queremos orar. Quanto mais experimentamos as graças e as delícias indeléveis do Espírito, mais queremos experimentar. Segundo o pensamento de Agostinho, “O homem é uma seta disparada para um universo (DEUS) cujo centro de gravidade exerce uma atração irresistível, e quanto mais se aproxima do centro, maior velocidade adquire”. Portanto, a atração por Deus tem proporção direta com a proximidade a ele.

Como propõe Inácio de Loyola, existe a lei do treinamento para tudo na vida – profissão, esportes, artes. Talvez, tenhamos capacidades atléticas adormecidas que, com treino, possam ser despertadas. Você conseguiria caminhar 30 km hoje? E com treino diário, isso seria possível? Assim também Deus colocou, no homem, uma capacidade de relacionamento com ele – porque nos fez à sua imagem e semelhança – e uma aspiração profunda e filial que nos faz suspirar pelo Pai (Rm 8.15; Gl 4.6).

Devoção é, portanto, uma graça recebida e uma disciplina a ser desenvolvida. Mesmo sendo graça e disciplina, é um processo lento e evolutivo como todas as experiências espirituais em nossa vida. É um aprendizado que dura a vida inteira. Não cabe num molde, mas é uma experiência pessoal, espontânea e transformadora.

Empecilhos à Devoção

A vida devocional não é antes, após ou além da vida cotidiana, mas só pode ser real se vivida no meio das dores e alegrias do aqui e agora.

Em nossa experiência, os dias são cheios de afazeres. Mesmo atarefados e ocupados, porém, sempre estamos atrasados ou em falta com algo que não fizemos, telefonemas que não demos, pessoas que não visitamos, tempo que não dispensamos para família e amigos. Apesar de atarefados, temos o sentimento persistente de que não cumprimos com todas as nossas obrigações.

Mais escravizantes que as ocupações são as preocupações. Uma inquietação constante, um sofrer antes, um ocupar nosso tempo antes. Grande parte do sofrimento tem ligação com essas preocupações.

As ocupações e preocupações enchem nossa vida interna e externamente, dificultando ou mesmo impedindo um espaço para Deus na vida diária. O sistema precisa que estejamos assim, pois são as ocupações e preocupações que o mantêm como é. A mídia, o consumo, a moda, as indústrias, tudo está relacionado a essa demanda criada e que, muitas vezes, é resultado de necessidades e expectativas falsas ou artificiais.

E, no fim de tudo, por mais que façamos ou nos preocupemos, somos inundados por um sentimento de não-realização. Jesus oferece uma solução para isso:Portanto não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas essas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas. Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.31-33).

Jesus propõe uma integralização do nosso eu. Não é uma questão, inicialmente, de mudar nosso ritmo, nossa atividade ou nossos contatos, mas de mudar o coração, as prioridades. Buscar o reino em primeiro lugar é também buscar uma vida no Espírito, e ter uma vida espiritual requer uma mudança de coração, que pode ocorrer por meio de um longo, suave, ou às vezes doloroso processo de transformação.

Muitas coisas concorrem para isso. Uma delas é a vida devocional. E um dos fatores que impedem a vida devocional é exatamente esse estado constante de ocupação e preocupação no qual nos encontramos, buscando, em primeiro lugar, todas estas coisas e deixando o reino de Deus em segundo plano.

Disciplinas

 

Já que vida devocional também é disciplina, devemos examinar algumas que são importantes ou necessárias para ajudar-nos nesse caminho de dedicar um tempo para Deus e conhecê-lo na intimidade. Foster ensina que, algumas vezes, consideramos as disciplinas escravizadoras, esforço próprio desnecessário, quando podem ser libertadoras, pois nos livram de hábitos ruins que adquirimos ao longo da vida. O perigo seria transformá-las em lei ou supor que, por conseguirmos cumpri-las, mereçamos mais bênçãos de Deus. Sabemos que tudo é graça, e que o maior esforço que fazemos não pode produzir nada de vida em nós. Enfatizamos que a disciplina na vida devocional é tão-somente uma resposta de gratidão e amor ao nosso Deus, que já providenciou tudo para nós e quer que desfrutemos disso.

 

1. Solidão – um Tempo e um Lugar

 

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto, e ele, que está em secreto, te recompensará” (Mt 6.6).

Sem solidão, é impossível ter uma vida espiritual. Ela começa com um lugar e um tempo destinados apenas a Deus. É uma das disciplinas mais necessárias e também das mais difíceis. Muitas vezes, usamos os barulhos exteriores para nos proteger de barulhos interiores. Por isso, temos dificuldade de ficar sozinhos, pois, quando nos afastamos das distrações exteriores, as interiores se manifestam com toda a sua força. A solidão, ou solitude, deve ser nossa resposta à vida ocupada e preocupada.

Portanto, devemos planejar cuidadosamente nosso tempo de solidão. A duração vai depender de vários fatores como idade, comportamento, trabalho, estilo de vida e maturidade, mas não estaremos levando a vida espiritual a sério se não reservarmos algum tempo para estar a sós com Deus e ouvi-lo.

Talvez, tenhamos de escrever na agenda, colocar um despertador e aprender a dizer para amigos, família, clientes, pacientes, alunos, fregueses, esposas, namorados, filhos, passeios, filmes, novelas, noticiários: “Desculpe, mas, já tenho um compromisso inadiável nesse horário”.

Alguns têm certa relutância em marcar horários, pois acham que representa falta de espontaneidade, mas é certo que, se não estabelecermos como prioridade passar um tempo sozinhos com o Senhor, a maioria de nós não o fará. Se duas pessoas querem ser mais do que simples conhecidos, é preciso que concordem sobre a hora e o lugar em que possam se encontrar. Há bastante espaço para a espontaneidade em um relacionamento de compromisso e com horário marcado para estarem juntos. Pode haver horários extras juntos sem planejamento e pode haver espontaneidade nos horários regulares, mas, se não houver uma base de horário regular, comprometido, não haverá relacionamento.

A disciplina da solidão é uma das mais poderosas para se desenvolver uma vida de oração. No início, o tempo de solidão poderá ser um tempo em que seremos bombardeados por milhares de pensamentos e sentimentos que emergirão dos cantos mais escondidos de nossa mente, e nos parecerá que estamos perdendo tempo. Porém, aos poucos, se houver fidelidade, perceberemos que divagamos menos, e que nossa mente se deixa dominar mais facilmente pelo espírito.

2. Orar Não é Fácil

Se é difícil separar um tempo e um lugar para estar com Deus, essa é apenas metade da batalha. A outra metade é saber como passar um tempo aproveitável e estar realmente na presença de Deus.

Muitos esperam que a intimidade, a oração e a adoração venham naturalmente, mas a maioria das pessoas, mesmo que tenha uma vida renovada pelo Espírito, enfrenta dificuldades na vida devocional e não está satisfeita com seu progresso.

Dizer que orar é tão fácil quanto conversar com papai e mamãe pode prejudicar e desorientar aqueles que querem estabelecer um relacionamento mais profundo com Deus, desanimando-os quando percebem que, para eles, não é tão fácil assim. O progresso, às vezes, pode ser de uma lentidão enervante e frustrante, levando-os ao abandono de tal prática.

A todos, foi dada a capacidade, mas não da mesma maneira nem na mesma medida. A graça oferece um leque ilimitado de possibilidades desde o zero até o infinito. Não existe uma receita universal, mas um aprendizado de uma vida inteira. Uma relação pessoal de amizade com Deus não cabe num molde a ser reproduzido, e cada um encontrará o próprio ritmo, intensidade e modelo.

3. Paciência e Perseverança

O principal inimigo da vida devocional é a inconstância. Estamos acostumados com rapidez e eficiência, pagar e receber, trabalho e salário, esforço e recompensa. Entretanto, a relação com Deus está em outro nível, em outra órbita. É gratuidade pura. Não podemos traçar rotas alternativas.

Precisamos de paciência para aceitar que não existe necessariamente proporção entre esforço e resultado. Muitas vezes, “a conduta e as reações” do Senhor são desorientadoras, sem lógica humana. Pode acontecer de você separar uma tarde inteira num lugar bonito, agradável, cheio de paz e solidão, e esta se tornar uma tarde de aridez, dispersão e dificuldade de concentração. Ao contrário, você poderá estar, um dia, num ônibus abarrotado de gente barulhenta, e Deus visitá-lo, inundando-o com sua presença de modo que experimente um consolo, um poder e uma revelação do seu amor de forma inigualável. Quem pode questionar Deus e sua forma de agir?

Por isso, é preciso ter paciência. E paciência gera perseverança, que nos faz permanecer nessa busca por comunhão e intimidade mesmo quando parece que tudo está escuro e nada se vê.

Conclusão

Neste mundo de ocupações, preocupações e frustrações, Jesus nos oferece solução, nova vida, vida abundante, vida no Espírito, vida num outro reino onde os valores são diferentes e as riquezas, eternas. Para viver essa nova vida que nos é oferecida gratuitamente, é necessário um esforço que não vai além da nossa força. Requer que, em alguns momentos do dia, na presença do Senhor, ouçamos sua voz em meio aos nossos muitos interesses. Requer passos planejados de disciplina e maneiras práticas e nada românticas de buscar as coisas do reino em primeiro lugar. Se formos fiéis nesses passos, teremos cada vez mais fome e cada vez seremos levados a novas profundidades do reino e, enfim, descobriremos como e onde seremos cidadãos realizados.

Onde Deus Está Agindo?

Posted: 21/08/2011 in Diversos

Você já quis conhecer e fazer a vontade de Deus?

Esse desejo não é algo que você possa produzir por conta própria. Quando recebe Jesus como Salvador e Senhor, você se une a ele na missão de reconciliar um mundo perdido com Deus. O próprio Deus cria em você o desejo de tornar-se um servo fiel.

Entretanto, Deus tem muito mais para sua vida do que simplesmente fazer algo para ele. O que ele quer experimentar com você é um relacionamento íntimo de amor que seja real e pessoal.

Como disse Jesus: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). A essência da vida eterna é conhecer Deus e Jesus Cristo.

Esse “conhecer”, entretanto, não vem por meio de um programa, estudo ou método; vem pelo relacionamento com uma Pessoa. Somente um relacionamento íntimo de amor com Deus permite que ele revele a si mesmo, seus propósitos e seus caminhos. A partir daí é que poderá convidá-lo a unir-se a ele nos projetos em que já está operando.

Quando você responde ao convite, Deus realiza, por intermédio de sua vida, algo que só ele poderia fazer. Experimentando a ação divina dessa forma, você começa a conhecê-lo mais intimamente.

Se quisermos aprender como se pode conhecer e fazer a vontade de Deus, não existe modelo melhor do que aquele que Jesus praticou. Durante seus 33 anos na Terra, ele nunca deixou de fazer a vontade de Deus. Nunca pecou. Completou com perfeição cada uma das tarefas que o Pai lhe entregou.

Mas como ele sabia o que fazer? “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”, disse Jesus. “Em verdade, em verdade vos digo que o Filho de si mesmo nada pode fazer, senão o que vir o Pai fazer; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente. Porque o Pai ama ao Filho, e mostra-lhe tudo o que ele mesmo faz” (Jo 5.17,19-20).

O que Jesus descreveu não foi uma abordagem passo a passo para aprender a conhecer e fazer a vontade de Deus, mas um relacionamento de amor por meio do qual Deus realiza seus propósitos. Quando você tiver um relacionamento íntimo de amor com Deus, ele lhe mostrará o que está fazendo. Então, sua tarefa será seguir o exemplo de Jesus e participar daquilo que o Pai já está fazendo.

Podemos sintetizar o modelo de Jesus desta maneira: observe onde Deus está agindo e junte-se a ele!

 

DESCOBRINDO ONDE DEUS ESTÁ AGINDO

Quando eu pastoreava a Igreja Batista da Fé em Saskatoon, Canadá, começamos a sentir que Deus estava dirigindo-nos a evangelizar no campus de uma faculdade ali perto. Seguindo a recomendação do ministério a universitários da nossa denominação, tentamos, por quase dois anos, começar um estudo bíblico nos dormitórios. Não funcionou.

Num domingo, reuni nossos estudantes e disse-lhes: “Nesta semana, quero que vocês vão ao campus e observem bem onde Deus está agindo — e aí juntem-se a ele”.

“O que você quer dizer?” perguntaram eles.

Então, eu lhes disse que Deus tinha colocado no meu coração dois textos das Escrituras. O primeiro era Romanos 3.10-11: “Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus”. O segundo era João 6.44: “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer”.

“De acordo com essas passagens”, expliquei, “ninguém vai procurar Deus por sua própria iniciativa. Ninguém fará perguntas de natureza espiritual a menos que Deus esteja agindo em sua vida. Quando acharem alguém buscando a Deus ou fazendo perguntas sobre assuntos espirituais, é sinal claro da ação de Deus.”

Mais uma vez, Jesus é o exemplo perfeito. Quando passava por uma multidão, ele sempre procurava identificar o lugar onde o Pai estava agindo. A multidão não era a seara; a seara estava dentro da multidão.

Um dia em Jericó, Jesus viu Zaqueu numa árvore. Possivelmente, tenha dito para si mesmo: “Ninguém poderia me buscar com tanta determinação se meu Pai não estivesse trabalhando em seu coração”. Por isso, Jesus afastou-se da multidão e disse: “Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa” (Lc 19.5).

O que aconteceu? Naquela noite, a salvação chegou àquela casa.

Jesus sempre procurava a atuação do Pai e, imediatamente, juntava-se a ele. A salvação vinha como resultado de Jesus juntar sua vida à atividade do Pai.

“Se alguém começar a lhe fazer perguntas de natureza espiritual, cancele tudo o mais que tiver planejado”, eu disse aos estudantes. “Acompanhe aquela pessoa e procure descobrir o que Deus está fazendo na vida dela.”

E, assim, os estudantes foram ao campus para descobrir onde Deus estava agindo a fim de saber o que deviam fazer para se juntarem a ele. Na quarta-feira, uma das jovens nos contou: “Uma moça que é minha colega de classe há dois anos veio me procurar depois de uma aula hoje. Ela disse: ‘Eu acho que você é cristã. Preciso falar com você’. Lembrei-me então do que você nos disse, Henry. Eu tinha uma aula importante, mas faltei. Então, fomos até a lanchonete para conversar. Ela disse: ‘Somos um grupo de 11 moças no dormitório e temos estudado a Bíblia, apesar de nenhuma de nós ser cristã. Você conhece alguém que possa dar um estudo bíblico para nós?’ “

Como resultado daquele contato, iniciamos três grupos de estudo bíblico no dormitório feminino e dois no masculino.

Durante dois anos, havíamos tentado fazer algo para Deus e falhamos. Depois de três dias procurando sinais da ação de Deus, vimos onde ele estava agindo e juntamo-nos a ele. Que diferença!

Nos anos seguintes, muitos estudantes aceitaram Cristo como Salvador. Muitos deles se entregaram a um ministério de tempo integral e agora estão servindo como pastores e missionários em todo o mundo.

Parte de um artigo traduzido da Revista Charisma (www.charismamag.com)

Quem é você no meio de bilhões de seres humanos? Por quê alguém deveria lhe dar atenção ou notá-lo? E por quê Deus lhe notaria? Milhares de orações são feitas a cada minuto. Por quê a sua deveria ser respondida?

Atenção. Conseguir ser notado. Ser atendido. Todos nós queremos isso, mas isso não vem fácil.

A boa notícia é que temos um ótimo exemplo em nosso próprio corpo de como conseguir isso.

O corpo humano é composto de milhares de partes diferentes, grandes e pequenas — olhos, pés, unhas, dentes, pele, cabelo, veias, etc. Com tanta coisa acontecendo em seu corpo ao mesmo tempo, envolvendo todas as suas milhares de partes diferentes, como pode uma delas chamar a sua atenção? Se uma parte do seu corpo necessita da atenção da sua cabeça, o que ela pode fazer para ser notada e atendida?

A maneira mais rápida e mais certa é através da dor.

A dor é o sinal que seu corpo envia à sua cabeça para conseguir sua atenção. “Tem alguma coisa acontecendo aqui, é melhor você dar uma olhada.”

Não importa quão pequena e aparentemente insignificante seja a parte do corpo — se ela sente dor, a mensagem é enviada na hora, diretamente para a cabeça.

Quer uma prova? Arranque um fio de cabelo de sua cabeça ou do seu braço. Vai em frente, faça isso agora. Qual é a importância de um único fio de cabelo em seu corpo, comparado às outras milhares de partes? Não muita. Mas mesmo assim, quando o arranca, a fisgada que você sente envia a mensagem para sua cabeça e exige atenção.

Da mesma forma, você pode ser apenas um entre bilhões de seres humanos. Mas quando você age a sua fé em quem Jesus é, você se torna parte do Seu corpo, onde Ele é a cabeça. Isso em si já é grande, mas é apenas o primeiro passo para conseguir atenção. Você ainda é apenas um entre muitos.

Agora que você é uma parte do Corpo pela fé, você tem uma conexão direta com a Cabeça. Se você precisa de ajuda, da atenção imediata da Cabeça, você sabe o que tem que fazer. Você tem que enviar o sinal. Esse sinal é a dor, o que nós chamamos de sacrifício — algo que lhe causa dor, mas que você faz por causa de sua fé em Deus.

Fé sem sacrifício, fé que não lhe incomode, fé que não faz sentir dor, é morta. Se uma parte do seu corpo está morta ou paralisada, não sente dor, ela é inútil. Você pode até machucá-la, mas ela não envia nenhum sinal para o cérebro, pois está morta. Assim é a fé sem sacrifício — não diz nada, não faz nada, não significa nada, e não consegue nada.

Jejum, oração, dízimos, ofertas, perdão, ajudar o próximo, obediência, negar a si mesmo, domínio próprio, atos inesperados e ousados de generosidade, mais uma série de outros deveres cristãos, nada mais são do que expressões diferentes de sacrifício.

Por mais desagradável que o sacrifício possa ser para o nosso ego e para nossa acomodada vontade humana, se queremos a atenção de Deus, e rápido — é através dele que enviamos o sinal. Daí, não importante quem somos, a dor do sacrifício ganhará atenção imediata de Deus.

É o que você faz que determina quem você é, e se você merece atenção.

Obs: A propósito, o mesmo princípio não se aplica apenas em conseguir a atenção de Deus, mas também de qualquer pessoa importante para você. Aí está a dica.

Por Bp. Renato Cardoso

DEUS precisa de intercessores

Posted: 03/04/2011 in Sem categoria

Há diversas passagens na Bíblia – em Jeremias, Ezequiel e Isaías – nas quais Deus diz que precisa de um homem. Em Jeremias 5.1, ele diz que se tivesse achado um homem que amasse a verdade e praticasse a justiça, ele teria perdoado toda a cidade de Jerusalém dos seus pecados. A história de Abraão se encaixa aqui. Em Gênesis 18, Deus é o Salvador no começo do capítulo e é Juiz no final. Na parte intermediária está Abraão, entre o Deus Juiz e o Deus Salvador. Por alguns instantes, o destino de duas cidades significativas, Sodoma e Gomorra, repousava sobre uma pessoa. Deus estava dizendo: “Se eu puder encontrar uma única pessoa…”

  Em Ezequiel 22.30, Deus estava procurando por uma pessoa que se colocasse na brecha e restaurasse o muro de tal modo que não fosse preciso destruir a cidade de Jerusalém. Uma só pessoa pode fazer uma diferença para Deus. Você não precisa ter uma mega-igreja. Neste capítulo, o profeta estava falando sobre a cidade santa, onde o rei se valia de sua posição para vantagem pessoal e para tratar seus súditos com crueldade. Os governantes usavam sua posição para obter ganhos pessoais. Os sacerdotes não faziam mais distinção entre o sagrado e o profano. Isso não se parece com a nossa situação atual?

  Todos nós conhecemos o começo de Isaías 59: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir”. Não há nenhum problema com Deus; ele está perfeitamente apto. O problema está conosco.

  “As vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós… porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam a mentira, a vossa língua pronuncia perversidade.”

  Do que ele está falando? Sobre o povo de Deus, sobre a cidade santa e a nação escolhida, o povo eleito. Isso é alarmante, não é?

  Mas, graças a Deus, há uma esperança um pouco adiante: “Olhou o Senhor [para Jerusalém] e indignou-se com a falta de justiça. Ele viu que não havia ninguém, admirou-se porque ninguém intercedeu…” Ele não encontrou um homem sequer, portanto “seu braço lhe trouxe livramento e a sua justiça deu-lhe apoio” (Is 59.15,16, NVI).

  Observe mais uma vez estas palavras: “Ele viu que não havia ninguém, admirou-se [ou “ficou estarrecido”] porque ninguém intercedeu”. Há dois fatos chocantes nessa passagem. Um é que a onipotência está buscando ajuda. O outro é que o onisciente está estarrecido. Eu creio que ele sabia dessa situação de antemão, mas ainda assim ficou estarrecido.

  Será que uma só pessoa pode fazer uma diferença? De que tipo de pessoa Deus precisa? Ele estava buscando um intercessor, alguém que pudesse intervir. A raiz da palavra usada aqui no hebraico é “encontrar”. Em outras palavras, Deus procura por uma pessoa que provoque o encontro de duas pessoas que estejam separadas.

  O que podemos fazer para levar Deus e a sua solução ao encontro dessa enorme necessidade na Igreja? Ele procura por alguém que possa provocar o encontro dele e da sua suficiência com a necessidade da Igreja – ou seja, por um intercessor.

  Cristo, Nosso Intercessor

  Isaías 53.6 diz: “Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho…”. Está aí a essência do pecado. Temos a tendência de pensar do pecado como uma violação da lei (o que realmente é), mas antes de violarmos a lei, tomamos uma decisão dentro de nós para nos desviarmos para o nosso próprio caminho. Em qual caminho você está andando? Está olhando para Jesus e para o seu rosto ou está decidindo seguir o seu próprio caminho?

  A essência do pecado e da pecaminosidade do homem é de ficar centrado em si mesmo. A verdade é que nós não somos o centro; o ego é um centro falso. Isso me ajuda a entender o que é expiação. É uma purificação dessa estrutura de referência voltada para nós mesmos. Nós somos tão pecaminosos e tão centrados em nós que Deus não tem como nos alcançar a não ser apelando para nosso egocentrismo. Ele diz: “Você quer ir para o inferno?”. Se eu digo: “Não!”, então ele diz: “Você precisa de mim”.

  Quando eu começo a voltar do meu caminho e me abro, ele, a única pessoa que não é egocêntrica, entra e começa a fazer uma reviravolta dentro de mim. A redenção de alguém sempre começa dentro de uma outra pessoa. É assim que se passou a história de Isaías 53.6: “Todos nós nos voltamos para o nosso próprio caminho, e o Senhor colocou sobre ele [Jesus] a iniqüidade de todos nós”. No hebraico, literalmente, seria assim: “Deus fez convergir sobre ele [Jesus] a iniqüidade de todos nós”.

  Em 1950, a revista Time publicou uma reportagem sobre um caso médico na Califórnia. Um menino de 9 ou 10 anos havia apresentado um problema grave nos rins. O seu corpo ficou infeccionado por causa de um rim doente. Quando o segundo rim ficou infeccionado, as condições de saúde do menino se deterioraram rapidamente. A equipe médica chamou o pai e a mãe e lhes disseram: “Não há nada que possamos fazer com os recursos da medicina atual para salvá-lo”.

  Os pais perguntaram: “Não há nada que nós possamos fazer?”

  Os médicos responderam: “Bem, tivemos uma idéia absurda – algo que nunca foi tentado antes. Teoricamente deve funcionar, mas como nunca foi feito até agora, não sabemos se vai dar certo ou não. Pensamos que se pudéssemos encontrar alguém cujo tipo sanguíneo combinasse com o dele, e se pudéssemos ligar os dois corpos de tal modo que o sangue do menino doente pudesse fluir dentro da pessoa sadia e passar pelos rins dela, voltando depois para o corpo do garoto doente, pode ser que os rins do seu filho obtenham alívio suficiente para se recuperarem por si mesmos.”

  Ambos os pais disseram instantaneamente: “Examinem o nosso tipo sanguíneo”. O tipo de sangue da mãe não combinava, mas o do pai, sim. Então o pai disse: “Vamos em frente”. Os médicos o colocaram na mesa de cirurgia ao lado do filho e ligaram os dois corpos. Para seu espanto e alegria, a temperatura do menino começou a cair e a do pai, a subir; depois que as duas temperaturas se encontraram, nivelaram-se e, em seguida, começaram a cair.

  Depois de o pai e o filho ficarem com temperatura normal por algum tempo, os médicos desligaram os dois corpos. Passados cerca de nove dias, eles liberaram o garoto, que voltou para casa e, provavelmente, ainda está vivo. Já o pai foi mantido sob observação por mais uns dois dias. No décimo primeiro dia, sua pressão arterial subiu de repente, a temperatura disparou – e ele morreu.

 Desde que tomei conhecimento dessa história, a cruz e a expiação assumiram novo significado para mim. Todos nós, como ovelhas, nos desgarramos. Cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho, e Jeová fez com que se encontrassem em Cristo as iniqüidades de todos nós. Cristo tomou o meu pecado. Ele, que não conheceu pecado, se tornou pecado no meu lugar. Ele o tomou sobre si mesmo. A origem da salvação está nele, não em você nem em mim.

Em Isaías 59, o texto diz que Deus procurou um homem e não encontrou um sequer; por isso o seu próprio braço lhe trouxe a salvação. Eu tinha um conceito errado a respeito do braço do Senhor. Quando lia em Isaías 59.1: “…a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar….”, eu pensava: “Deus pode cuidar disso com o seu poder; ele pode impor a solução”. Mas qual foi minha surpresa quando vi a solução de Deus em Isaías 53: uma pessoa frágil, sem aparência ou poder, sofredora.

 O braço do Senhor é a pessoa pendurada na cruz. Eu achava que o braço do Senhor era a pessoa no trono. Se você ler cuidadosamente de Isaías 40 a 66, verá que o braço do Senhor é o Salvador sofredor. A solução não é Deus trazer a salvação como imposição sobre a humanidade. A solução é nós lançarmos o nosso problema sobre ele, e o poder de Deus, suportá-lo. Ao tomar o problema sobre si mesmo, Jesus inverte a situação completamente, e a salvação acontece a partir dele exatamente como ocorreu no corpo daquele pai em favor do filho. Só que naquele caso o pai morreu. Já na intervenção divina, houve uma ressurreição. O que significa isso? Que a vida que está no Pai está fluindo perpetuamente para o Filho, assim como a vida do Filho está fluindo perpetuamente para o Pai.

 Por isso Jesus podia dizer aos doze, quando os enviou: “Quem recebe a mim recebe meu Pai, e quem recebe vocês recebe a mim. Se rejeitarem vocês, vão deixar de me receber, e se deixarem de me receber, perderão igualmente a oportunidade de receber o Pai” (veja Mt 10.40). Quando percebi as implicações disso pela primeira vez, eu não queria tamanha responsabilidade. Eu queria dizer: “Isto é o que vocês devem fazer”, e não: “Eu estou identificado com esta mensagem, e o que você faz comigo é o que está fazendo com a mensagem”.

 Isso quer dizer que precisa haver uma similaridade e uma identificação entre mim e a mensagem. Se houver um grande contraste entre a mensagem e a minha vida, então onde está Cristo? O Pai habita no Filho e, agora que Deus se tornou um homem, ele pode viver numa pessoa. Conseqüentemente, a nossa função é ser um canal aberto para a passagem do Espírito.

 O Pai vem através do Filho. O Filho vem através de pessoas como eu e você. Jesus disse para os onze, para seus amigos e para as mulheres e crianças, em João 20.21: “Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. E “se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados” (v.23).

 Em outras palavras: “Vocês são a chave para fazer a ligação entre mim e o mundo, assim como eu sou a chave entre o Pai e vocês”. O que torna tudo isso possível? O Espírito Santo. O Espírito Santo que está no Pai e no Filho entra em mim e compartilha o fluir da vida de Deus, que é a única vida que produz resultados.

 Suportando a Carga de Deus Junto com Ele

 Há uma história muito comovente sobre Amy Carmichael, uma missionária britânica que foi para a Índia por volta de 1895. Lá conheceu a situação das meninas do templo. Quando um pai morria, queimavam o corpo da esposa também porque acreditavam que o homem precisaria dos serviços dela na outra vida. Com isso, as crianças ficavam órfãs. Os meninos não eram problema porque logo produziam renda, mas quem queria as meninas? Por isso davam as meninas para os deuses e as colocavam nos templos onde se tornavam prostitutas.

 O coração de Amy Carmichael ficava angustiado ao ver essas meninas de doze ou treze anos servindo como prostitutas nos templos. Ela começou a lutar para tirá-las de lá. Conseguiu realmente tirar algumas de lá, e estava tão determinada no seu intento que o sacerdote do templo ficou preocupado e foi procurar os homens de negócio indianos. Estes foram falar com comerciantes ingleses influentes, que, por sua vez, procuraram os missionários ingleses e lhes disseram que uma pessoa do seu grupo estava criando problemas.

 Os missionários ingleses procuraram Amy e disseram: “Você terá de parar com isso”. Ela perguntou: “E as meninas?”, e eles disseram: “É verdade, isso é trágico, mas você está criando problemas e vai acabar nos prejudicando”.

 Naquela ocasião, ela estava lutando para tirar uma garota dessa vida no templo. Ela achava que o sacerdote principal do templo, sendo um homem religioso, certamente teria decência e compaixão; aos poucos, porém, foi entendendo através da expressão implacável nos seus olhos e das linhas inflexíveis do seu rosto que, para ele, a menina era um meio de ganhar dinheiro e que não abriria mão dela.

 Sentindo que todos estavam contra ela, Amy foi para seu quarto, uma simples moça missionária solteira, pôs-se de joelhos e disse: “Deus, esse problema não é meu. Já fiz tudo que pude e não está dando certo. Não é mais o meu problema”.

 Imediatamente ela viu o Senhor. Ele não estava ajoelhado debaixo de uma oliveira no Oriente Médio. Ele estava ajoelhado debaixo de uma árvore indiana, enquanto dois rios de lágrimas escorriam pela sua face. De repente, fixou o seu olhar penetrante em Amy e disse: “Amy, o problema não é seu. É meu. Só estou procurando alguém que me ajude a suportá-lo”.

 “Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades [angústias], e as nossas dores [tristezas] levou sobre si” (Is 53.4). Jesus as suportou – tomou-as para si mesmo. Lembre-se da história de Abraão, antes de Deus destruir Sodoma e Gomorra, como ele disse: “Esconderei de Abraão o que estou para fazer?” (Gn 18.17). Foi assim que Abraão foi levado a interceder.

 Esse entendimento mudou a minha vida. A única esperança para alguém que está sob minha responsabilidade é que o seu problema se torne o meu problema, de tal forma que eu o carregue dentro de mim. Quando isso acontece, não é meu problema realmente, é problema de Deus. Você recebe uma carga que pesa no seu coração. Você não consegue dormir tão bem como antes, começa a acordar várias vezes durante a noite. É uma profunda preocupação com um filho, uma criança, uma igreja, um membro da igreja, um amigo, um país. É uma carga, um peso no coração.

 Uma voz interior diz: “Eu lhe dei o privilégio de compartilhar o fardo que está no meu coração por um mundo perdido”. É a isso que a epístola de Romanos se refere quando fala a respeito do Espírito Santo (Rm 8.26-27) que entra no indescritível sofrimento do coração de Deus e gera em nós um fardo que se expressa por gemidos inexprimíveis. Ele permite que entremos nisso. Tenho o privilégio de compartilhar a dor do seu coração. Há tremendo potencial nisso.

 Deus disse para Amy Carmichael: “O fardo realmente é meu, e estou procurando alguém que queria compartilhá-lo comigo”. Percebeu a conexão? Se você cortar um fio elétrico, as luzes se apagam. É preciso estabelecer a conexão. De alguma forma, os relacionamentos interpessoais formam a conexão; quando ela não existe, acontece Sodoma e Gomorra.

 Eu preciso começar a minha oração dizendo: “Deus, onde é que me queres neste cenário? Onde é que me encaixo?” Não sou responsável por todos. Sou responsável por aqueles que Deus colocou sob meu encargo.

 O Amor Divino Capacita a Suportar

 Voltando a Isaías 59, vimos que quando Deus não encontrou um intercessor, quando não achou um homem, ele mesmo se tornou um. Foi assim que “seu próprio braço lhe trouxe a salvação” (v.16). Será que eu também quero fazer parte da resposta? A única maneira em que posso fazer parte da resposta é participando do problema.

 “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: …ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14-15). Este é o amor de Cristo, não amor humano.

 Lemos em Romanos 5.5: “Porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo…”. Observe as quatro palavras “o amor de Deus”. Quem está amando quem? Não podemos dizer. Pode ser Deus amando a mim, ou pode ser o meu amor por Deus. Há um mundo de diferença entre os dois. Há uma diferença entre a maneira de Deus amar e a nossa maneira de amar? Quanta diferença? O amor de Deus só é maior do que o meu? É diferente na quantidade ou na qualidade?

 A palavra comum no grego para “amor” não foi usada uma vez no Novo Testamento. Eros era o termo mais comumente usado para incluir qualquer coisa que fosse bonita, boa e verdadeira, além de ser utilizado para o amor entre um homem e uma mulher. Aristóteles chegou a dizer que é o amor que mantém os planetas nas suas órbitas.

 Quando estavam escrevendo o Novo Testamento, os autores usaram uma palavra muito difícil de ser encontrada no grego clássico. Usaram essa palavra porque não tinha nenhum significado especial. O substantivo ágape e o verbo agapao descrevem o amor de Deus, o sujeito, a origem do amor. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira…” (Jo 3.16).

 Qual é a natureza do mundo para que Deus o amasse? O amor de Deus não é baseado na natureza do mundo; é baseado na natureza de Deus. É quem ele é, alguém que emana amor continuamente. Ele não ama por aquilo que nós somos, mas por causa de quem ele é. Não é que ele não nos valoriza. Ele aprecia o que somos. Porém amor ágape é o que você recebe na cruz: “Pai, perdoa-lhes…” Amor ágape é o que Estevão demonstrou.

 O amor de Deus deve nos encher com sua plenitude. É por isso que Paulo fala tantas vezes sobre plenitude. O plano de Deus é que sejamos cheios dele. Quando somos cheios da natureza de Deus, isso nos faz perder nossa liberdade? Não, é justamente lá que está a liberdade. A pessoa mais livre que já viveu nesta terra foi Jesus. Ele dizia: “Não faço nada por mim mesmo. Só posso fazer aquilo que vejo meu Pai fazer. Não vim para fazer a minha vontade; vim para fazer a vontade do meu Pai”. Ele sentia pleno prazer e alegria nisso. É lá que encontro minha liberdade, minha plenitude, minha realização – a plenitude de Deus preenchendo todo o meu ser.

 1 Coríntios 13 é chamado o capítulo do amor. Sempre pensei que esse capítulo me ordenava a amar. No entanto, não há nele uma ordem para amar. O texto só descreve como é o amor. “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver…” Observe: “se não tiver”, não “se não fizer”. Ágape não é uma coisa que você faz. É algo que você recebe. Conforme minha percepção, esse é o significado da graça. O que Jesus disse no último dia da grande festa em João 7 foi: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba… do seu interior fluirão…” O verbo é fluir. Quando esse amor flui para dentro de uma pessoa, logo vai romper para fora; quando isso acontecer, o rio de amor vai fluir para outra pessoa, que, então, vai ter de se abrir ou se fechar para o rio.

 De um modo ou de outro, a intercessão ajuda a abrir o caminho para o amor fluir de Deus, através de nós, para uma outra pessoa. Isso acontece mesmo que a outra pessoa não saiba nada a respeito daquele que está intercedendo nem da oração que ele fez. Observe as conversões e verá que em algum lugar alguém se ofereceu como um ponto de contato. Ninguém chega sozinho ao Reino. Todos nós entramos por meio de redes de relacionamentos. Eu gosto disso! Faz com que pertençamos um ao outro. É uma teologia maravilhosa, que se encaixa perfeitamente com a vida prática. Somos interligados uns com os outros.

 Deus precisa de intercessores. Quem se disporá?

fonte:”Jornal Arauto”


(Paulo Roberto Barbosa)

“O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.” Salmos 23:1

Três palavras com a letra “r” que são muito importantes para nossa vida espiritual: repousar, revigorar e renunciar. A primeira nos convida a descansar nos braços do Senhor; a segunda nos estimula a buscar forças no Senhor para vencer todos os obstáculos do caminho; a terceira nos ensina que ao deixar de lado os nossos próprios interesses, desfrutaremos de tudo de bom que o nosso Deus deseja nos dar.

É maravilhoso quando repousamos à sombra do Onipotente. Nos braços do Senhor encontramos a paz verdadeira, a serenidade de Sua presença, a tranquilidade no meio de tormentas. Por que vivermos em angústia e tribulação se Deus, nosso amado Pastor, nos conduz mansamente a águas tranquilas? Por que correr de um lado para outro, inquietos, se sabemos que Jesus nos prometeu pastos verdejantes para viver?

Igualmente nos conforta o coração saber que, quando nos sentimos fracos e desanimados, o Senhor restaura as nossas forças, revigora a nossa fé, faz renascer a nossa esperança. Ele nos reveste de energia
e nos impulsiona a crer que a vitória logo será alcançada.

Se aprendemos a abrir mão daquilo que pensamos ter e daquilo que julgamos ser capazes, entregando a direção de nossos passos ao Deus Todo Poderoso, os erros diminuirão, os fracassos desaparecerão e a
tristeza cederá lugar à plenitude de felicidade.

Apenas três palavras e uma vida espiritual abençoada e abundante diante de Deus. Três palavras que nos ajudam a estar diante do altar do Senhor e a obedecer à Sua vontade. Três palavras que iluminarão a nossa vida e mostrarão o que seja um verdadeiro Cristianismo.

Você gostaria de colocar em prática essas três palavras? Comece agora mesmo e a sua vida será muito mais abençoada.

Fonte: www.iluminalma.com.
Vamos espalhar as Boas Novas!

Tudo Vai Bem!

Posted: 07/02/2011 in Edificando Gerações

“E ela disse: Tudo vai bem” (2 Reis 4:23).

Um homem de negócios, cristão, após sofrer grandes perdas, sentiu-se tentado a duvidar das coisas de Deus. “Por que Ele permitiu que todos esses contratempos me sobreviessem?”
questionou ele. Uma noite, ele estava sentado diante da lareira, abatido e desencorajado, quando seu filho, de seis anos de idade, veio e se sentou em seu colo. O menino pregou
um cartão no casaco do pai onde se lia: “As obras de Deus são perfeitas”. “Papai, o que significa perfeitas?” perguntou o filho. Antes do pai poder responder, ele continuou, “significa que Deus nunca comete erros?” Aquilo era tudo que o pai precisava ouvir. Abraçando carinhosamente o filho, o pai disse: “Sim, querido, é isso que quer dizer.”

Até que ponto cremos, verdadeiramente, que Deus nos ama e tem o melhor desta terra para nos dar? Temos confiado plenamente nele somente quando tudo vai bem ou ao primeiro
sinal de dificuldades abandonamos a fé e corremos para lugares incertos? Costumamos louvar a Deus apenas quando vivemos a abundância de Suas bênçãos ou continuamos adorando-O também nos momentos de escassez?

A palavra de nosso verso inicial foi proferida por uma mulher que acabara de deixar seu filho em casa, morto. Estava aflita, angustiada, desesperada, porém, procurou o homem de Deus. Ela confiava no Deus daquele homem. Saiu de casa deixando o filho morto mas, em seu coração, ainda alimentava a esperança de voltar e encontrá-lo vivo.

E, se hoje as nossas finanças vão mal… amanhã tudo poderá ser diferente. Se nos sentimos fracos e desalentados… amanhã poderemos estar com as forças revigoradas. Se nos
sentimos em meio a uma tempestade espiritual, sob raios e trovões… amanhã o sol poderá estar brilhando novamente sobre nós.

Como está a sua situação hoje? Mesmo que tudo pareça mal… creia em Deus e responda: “Tudo Vai Bem!”

Prezados,

O video abaixo é uma entrevista com William P. Young, escritor do best seller :   “A Cabana”

Com as devidas cautelas e cuidado com polêmicas que envolvem este livro, eu recomendo a leitura.

abraço,

Antonio Carlos



Boa leitura!

O vencedor comete erros e diz: -Eu estava errado. O perdedor diz: Não foi minha culpa.
O vencedor dá créditos à sua sorte por ter vencido, mesmo quando não se tratou de sorte. O perdedor dá créditos à sua falta de sorte, por ter perdido.
O vencedor trabalha mais arduamente que o perdedor e tem mais tempo. O perdedor está sempre muito ocupado, talvez evitando o fracasso..
O vencedor transpõe o problema. O perdedor dá voltas ao redor do problema.
O vencedor desculpa-se por um erro ao repará-lo. O perdedor pede desculpas mas faz a mesma coisa em uma próxima ocasião.
O vencedor sabe por que lutar e quando transigir. O perdedor transige quando não deveria e luta pelo que não vale a pena. Todo dia é uma batalha de vida e é muito importante que estejamos lutando pelas coisas certas e não gastando tempo com assuntos acidentais.
O vencedor diz: Sou bom, mas não tanto quanto deveria ser. O perdedor diz:- Bem, eu não sou tão ruim quanto um bocado de gente. O vencedor respeita o caminho que está seguindo. O perdedor despreza aqueles que ainda não atingiram a posição que tem.
O vencedor respeita aqueles que lhe são superiores e tenta aprender com eles. O perdedor ressente-se daqueles que lhe são superiores e tenta achar defeitos neles.
O vencedor é responsável por mais do que seu trabalho. O perdedor diz: -Eu apenas trabalho aqui.
O vencedor diz: – Deve existir uma maneira melhor de se fazer isto. O perdedor diz: -Por que mudar? Esta é a maneira pela qual isto sempre foi feito.
O ato de educar é para vencedores!!!